O dom natimorto

É aquele indivíduo paraquedista, que aparece não se sabe de onde com o velho discurso: tenho uma experiência imensa, pratico BDSM desde os 18 anos, estou fazendo um recrutamento de currículos de submissas e quero fotos para avaliação, blá, blá, blá... e por aí vai... O sujeito faz um site, cria blog, entra nas redes sociais, nos grupos de discussão e esparrama seu marketing. Para, pensa... E agora?
Seu próximo passo é impressionar as moçoilas submissas desorientadas que estão atrás do seu príncipe (Dom) encantado. O que ele faz? Escreve o que pensa? Não, simplesmente usa o copy-paste, o copiar e colar. Vai atrás de uma meia dúzia de sites que contenham algo semelhante com a mensagem que quer vender para assim construir sua pseudo-imagem.
O gatuno pega o material escrito por terceiros, omite os créditos para sugerir aos incautos o seu vasto conhecimento intelectual e experiência no assunto e, na sua ignorância, supor que o golpe funciona e que ninguém vai se dar conta da sua malandragem.
O passo seguinte é chamar a atenção para si. Essa tarefa é mais simples para seu “privilegiado” cérebro e sua lógica consiste em criar confusões com pessoas conhecidas. Para uns, diz que a Domme tal abordou sua submissa nos Orkuts da vida e exige retratação. Em outros casos, diz-se injustiçado por Dominadores chamarem-lhe a atenção sobre seu material publicitário estar vinculado à imagem de uma escrava encoleirada.
Depois de todo mise-en-scéne, vem o ato final onde o suposto dominador bufão estufa o peito e diz ao mundo: Estão querendo aparecer em cima de mim!!
Esse é o Big Brother BDSM. Como diria o Bial: dêem uma espiadinha...




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